quarta-feira, 13 de setembro de 2017

A Consagração do Mundo ao Imaculado Coração de Maria: episódios mais significativos

A Consagração do Mundo ao Imaculado Coração de Maria: episódios mais significativos
Em junho de 1917, a ter em conta os escritos de Lúcia de Jesus, mais conhecida como Irmã Lúcia, a Virgem Maria revelou aos três videntes de Fátima, Lúcia, Francisco e Jacinta Marto, uma visão do seu Imaculado Coração, referindo: «[Deus] quer estabelecer no mundo a devoção a Meu Imaculado Coração». No mês seguinte, em 13 de julho, a revelação seria mais específica: «Para a impedir [a guerra], virei pedir a consagração da Rússia a Meu Imaculado Coração e a Comunhão reparadora nos primeiros sábados. […] O Santo Padre consagrar-Me-á a Rússia que se converterá e será concedido ao mundo algum tempo de paz».
Segundo as fontes disponíveis, anos mais tarde, mais concretamente em 13 de junho de 1929, na Capela de Tuy, a Virgem Maria apareceu a Lúcia para lhe transmitir que chegara o momento de o Papa fazer a consagração. A verdade é que, a partir dessa data, a vidente procurou de forma insistente que o Papa consagrasse o mundo ao Imaculado Coração de Maria, atuando, sobretudo, através dos seus confessores, José Bernardo Gonçalves e José Aparício da Silva, e de D. José Alves Correia da Silva, bispo de Leiria.
Em 13 de outubro de 1930, o Bispo de Leiria declarou «dignas de crédito» as aparições marianas de 1917 na Cova da Iria e oficializou o culto a Nossa Senhora de Fátima. Em suma, a Igreja tomava uma posição oficial relativamente à mariofania ocorrida em 1917.
No ano seguinte, em 13 de maio de 1931, os bispos portugueses consagram pela primeira vez Portugal ao Imaculado Coração de Maria. A consagração seria posteriormente renovada pelo episcopado português em diversas ocasiões. Foram também os bispos portugueses, fazendo eco dos pedidos insistentes da Irmã Lúcia, que em 1938 enviaram uma carta ao Papa Pio XI a solicitar que consagrasse o mundo ao Imaculado Coração de Maria.
A própria vidente, em 2 de dezembro de 1940, redigiu uma carta destinada ao Papa Pio XII na qual solicitava que o Pontífice, em união com os bispos do mundo, consagrasse o mundo e a Rússia ao Imaculado Coração de Maria.
Sónia Vazão | Responsável da Secção de Investigação do Serviço de Estudos do Santuário de Fátima

Boletim da Serva de Deus Irmã Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado, nº 28


Foi publicado o Boletim da Serva de Deus Maria Lúcia do Coração Imaculado nº28, com o título "Maria é, para todos nós, o modelo da mais perfeita santidade a que pode elevar-se uma criatura, nesta terra".

Caso o deseje ler pode fazê-lo aqui.
Fátima: D. Rino Fisichella confiante que «rapidamente» irmã Lúcia receba «reconhecimento devido»
Presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização preside à peregrinação de agosto
O presidente do Conselho Pontifício  para a Nova Evangelização (Santa Sé) afirmou hoje que está confiante numa resolução rápida do processo de canonização da Irmã Lúcia de Jesus, vidente de Fátima, na abertura da peregrinação internacional aniversária de agosto.
“Estamos confiantes que rapidamente também a Serva de Deus, irmã Lúcia, possa receber o reconhecimento que lhe é devido e assim também na santidade os três pastorinhos estejam reunidos como outrora”, disse D. Rino Fisichella na Capelinha das Aparições.

domingo, 27 de agosto de 2017

o descanso

E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito.
Gênesis 2:2
 Gênesis 2. 1Assim foram concluídos o Céu e a Terra, como todo o seu exército. 2No sétimo dia, Deus já havia terminado a obra que determinara; nesse dia descansou de todo o trabalho que havia realizado. 3Então abençoou Deus o sétimo dia e o santificou, porquanto nele descansou depois de toda a obra que empreendera na criação."
E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito.
Gênesis 2:2

E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito.
Gênesis 2:2
um dia uma noviça carmelita viu a irmã Lúcia sem fazer nada e disse-lhe em tom de reparo: Então não faz nada?" ao que ela respondeu: "Não diga isso pois estou a descansar para depois melhor trabalhar."


sexta-feira, 25 de agosto de 2017

"O que é Portugal?_livros Universidade Católica Editora


2015
Aquém e além das grandes figuras, aquém e além das generalizações habituais, somos pessoas, portuguesmente pessoas, tão concretas no modo de viver e de fazer, de sentir e agir. Isto sim, somos nós, os Portugueses. Manuel Clemente Nasceu em Torres Vedras a 16 de Julho de 1948. É licenciado em História e Teologia e doutorado emTeologia-Histórica. Em1975 começou a leccionar na Universidade Católica Portuguesa, tornando-se depois director do Centro de Estudos de História Religiosa dessa instituição. Em Junho de 1979 foi ordenado presbítero; vinte anos depois, em Novembro de 1999, foi nomeado Bispo Auxiliar de Lisboa, com o título de Pinhel, e em de Janeiro de 2000, ordenado na Igreja de Santa Maria de Belém (Jerónimos). Em 2007, o Vaticano nomeou-o Bispo do Porto.  em 18 de maio de 2013 é nomeado Cardeal.
Este texto é o seu discurso na recepção do Prémio Pessoa que ganhou em 2009


Universidade Católica Editora

sábado, 19 de agosto de 2017

JOÃO PAULO II - março 2000 Jerusalém

JOÃO PAULO II
excerto do DISCURSO DO SANTO PADRE
NO ENCONTRO INTER-RELIGIOSO NO
PONTIFÍCIO INSTITUTO "NOTRE-DAME"
Quinta-feira, 23 de Março de 2000
Ilustres Representantes Judeus, Cristãos e Muçulmanos!
1. Neste ano no qual se celebra o bimilenário do nascimento de Jesus Cristo, estou deveras
contente por ter podido satisfazer o meu grande desejo de realizar uma viagem aos lugares da
história da salvação. Comove-me profundamente seguir os passos dos inúmeros peregrinos que,
antes de mim, oraram nos lugares santos ligados às intervenções de Deus. Estou consciente de
modo particular do facto que esta terra é santa para os Judeus, os Cristãos e os Muçulmanos.
Para todos nós Jerusalém, como indica o nome, é a "Cidade da Paz". Talvez nenhum outro lugar
transmita o sentido de transcendência e de eleição divina que percebemos nas suas pedras, nos
seus monumentos e no testemunho das três religiões que vivem, uma ao lado da outra, dentro
dos seus muros. Nesta coexistência nem tudo foi ou será fácil. Contudo, devemos encontrar nas
nossas respectivas tradições religiosas a sabedoria e a motivação superior para garantir o triunfo da compreensão recíproca e do respeito cordial. Estamos todos de acordo ao considerar que a religião deve estar centrada de modo autêntico
em Deus e que os nossos primeiros deveres religiosos são a adoração, o louvor e a acção de
graças. O sura inicial do Alcorão afirma: "Louvor a Deus, Senhor do mundo" (Alcorão 1, 1).
Nos cânticos inspirados da Bíblia ouvimos a chamada universal: "Todo o que respira louve a
Javé! Aleluia!" (Sl 150, 6). No Evangelho lemos que, quando Jesus nasceu, os anjos cantaram:
"Glória a Deus nas alturas" (Lc 2, 14). Agora que muitos são tentados a administrar a própria vida sem referência alguma a Deus, a chamada a reconhecer o Criador do universo e o Senhor da
história é essencial para garantir o bem-estar dos indivíduos e o correcto desenvolvimento da
sociedade.
3. Se for autêntica, a devoção a Deus implica necessariamente a atenção para com os outros
seres humanos. Como membros da única família humana e amados filhos de Deus, temos
deveres recíprocos que, como crentes, não podemos ignorar. Um dos primeiros discípulos de
Jesus escreveu: "Se alguém disser: "Eu amo a Deus", mas odiar a seu irmão, é mentiroso, pois
quem não ama a seu irmão, ao qual vê, como pode amar a Deus, que não vê?" (1 Jo 4, 20). Amar
os nossos irmãos e irmãs comporta uma atitude de respeito e de compaixão, gestos de
solidariedade, cooperação no serviço do bem comum. Portanto, a preocupação pela justiça e pela paz não é estranha ao campo da religião, mas é de facto um dos seus elementos essenciais.
5. As crianças e os jovens judeus, cristãos e muçulmanos, presentes aqui, são um sinal de
esperança e um incentivo para todos nós. Cada nova geração é um dom divino ao mundo. Se
lhes transmitirmos tudo aquilo que de nobre e de bom está presente nas nossas tradições, eles
farão com que isto floresça numa mais intensa fraternidade e cooperação.
Se as várias comunidades religiosas na Cidade Santa e na Terra Santa conseguirem viver e
trabalhar juntas na amizade e na harmonia, elas serão de enorme benefício não só para si
mesmas, mas também para a causa da paz nesta região. Jerusalém será verdadeiramente uma
Cidade de Paz para todos os povos. Então repetiremos as palavras do Profeta: "Vinde, subamos
à Montanha do Senhor... Ele nos ensinará os seus caminhos e nós andaremos pelas suas
veredas" (Is 2, 3).
Empenhar-nos de novo nessa tarefa e fazê-lo na Cidade Santa de Jerusalém, significa pedir a
Deus que vele sobre os nossos esforços e os leve a bom termo. Deus Omnipotente abençoe com
abundância os nossos esforços comuns!

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Nossa Senhora Desatadora dos Nós, a imagem preferida do Papa Francisco

Nossa Senhora Desatadora dos Nós, 
a imagem preferida do Papa Francisco
Nossa Senhora Desatadora dos Nós, uma representação pictórica que o Papa viu na Igreja de St. Peter am Perlach, em Augsburgo (Alemanha), quando lá viveu, a partir de 1986, para fazer a tese em teologia. Numa pagela que o então padre e, depois, bispo Bergoglio passou a distribuir às pessoas, a imagem de Nossa Senhora Desatadora dos Nós era apresentada como alguém capaz de desfazer “todos os nós do coração, todos os nós da consciência”, todos os nós “da vida pessoal, familiar e profissional, da vida comunitária” que “as mãos bondosas de Maria vão desatando um a um.”

domingo, 13 de agosto de 2017

A Santa Casa da Misericórdia


No centenário de Nossa Senhora de fátima não podiamos deixar de assinalar o trabalho das quase 400 Misericórdias atualmente existentes em Portugal que apoiam diariamente cerca de 165 mil pessoas, as Misericórdias são ainda responsáveis por iniciativas litúrgicas como a Semana Santa e o Dia da Visitação, entre outros.




A instituição remonta à fundação, em 1498, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, pela rainha D. Leonor. A Rainha D. Leonor, viúva de Dom João II, passou a dedicar-se intensamente aos doentes, pobres, órfãos, prisioneiros e artistas e patrocinou a fundação da Santa Casa, instituindo a primeira legítima ONG do mundo, em um tempo em que seria impensável a existência de uma instituição social que se declarasse leiga e não governamental.



Atualmente, a instituição está presente em todo o país, sendo a de maior porte a de Lisboa, que se encontra no Largo Trindade Coelho, entre o Chiado e o Bairro Alto. Este largo é denominado popularmente como Largo da Misericórdia ou Largo do Cauteleiro, devido à estátua representando um cauteleiro no largo, que evoca a lotaria e os jogos organizados pela Santa Casa. site: http://www.ump.pt/

a visitar no Porto:
O MMIPO - Museu da Misericórdia do Porto encontra-se em pleno centro
histórico do Porto, na rua das Flores, no edifício que foi sede da
instituição a partir de meados do século XVI até ao ano de 2013.

MMIPO - Museu da Misericórdia do Porto


segunda-feira, 31 de julho de 2017

"Abraçar o Futuro"_encontar o escutismo

http://escutismo.pt/

Idanha-a-Nova acolhe maior acampamento escutista de sempre. E Marcelo também vai

30 jul, 2017 - 23:45 • Ângela RoqueEncíclica do Papa sobre a salvaguarda do meio ambiente inspirou o mega-encontro que decorre em Idanha-a-Nova, diz o chefe nacional do Corpo Nacional de Escutas em entrevista à Renascença.


Vinte e dois mil participantes são esperados no maior acampamento de escuteiros realizado em Portugal, que arranca esta segunda-feira, em Idanha-a-Nova. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, vai passar por lá no dia de abertura.
“Abraça o Futuro” foi o tema escolhido para esta 23ª edição do acampamento nacional (Acanac), que depende do serviço voluntário de três mil chefes, dirigentes e animadores adultos, e que vai transformar aquela localidade da Beira Baixa numa verdadeira “cidade escutista”.
Será a maior actividade em campo realizada até hoje pelo Corpo Nacional de Escutas (CNE), os escuteiros católicos portugueses, que até dia 6 de Agosto vão estar envolvidos numa série de actividades ligadas à defesa do ambiente.
Em entrevista à Renascença, o chefe nacional do CNE, Ivo Faria, explica que foi a encíclica do Papa “Laudato Si”, sobre a salvaguarda do meio ambiente, a inspirar o imaginário para o Acanac 2017.
A iniciativa vai transformar o campo escutista de Idanha-a-Nova numa verdadeira “cidade”: construído para receber eventos desta dimensão, o campo tem uma arena para 25 mil pessoas, vai ter cinco mil tendas montadas, dois supermercados e dois restaurantes, e há 320 canoas e cinco mil coletes salva-vidas disponíveis para as várias actividades previstas.
Com idades dos 6 aos 22 anos, lobitos, exploradores, pioneiros e caminheiros vão ser acompanhados por três mil chefes e animadores adultos, alguns deles voluntários nos vários serviços em campo, que passam por garantir milhares de refeições diárias, assistência médica e de enfermagem, e 300 “workshops” ao longo de toda a semana.
Ivo Faria garante que está tudo a postos para este Acampamento Nacional. Em época de incêndios essa é, naturalmente, uma preocupação, mas o responsável nacional do CNE garante que está tudo assegurado em termos de prevenção e resposta.
Este ano o tema escolhido para o imaginário do acampamento foi "Abraçar o Futuro". Por que escolheram este tema?
Por duas razões, a primeira porque considerámos que o tema tinha uma ligação quase que perfeita com o texto que o Papa Francisco nos deixou, a encíclica ‘Laudato Si’, e que portanto era um mote muito interessante para desafiarmos os nossos jovens a cuidarem daquilo que é de todos nós. A segunda razão foi porque gostamos que as nossas crianças e jovens tenham a consciência de que, de facto, podem fazer a diferença, podem ajudar a construir e a transformar o mundo que os rodeia, daí o "Abraçar o Futuro", sermos capazes de pensar cada vez mais nos outros, no meio ambiente, nas nossas comunidades, no fundo em sermos mais amigos do futuro de todos.
Essa não é uma preocupação permanente dos escuteiros?
Sempre, sim, liga muito bem com o nosso próprio “core business”, chamemos-lhe assim, de desenvolvimento integral dos nossos jovens e das nossas crianças.
Com este imaginário, que actividades é que estão previstas? São sobretudo ligadas à natureza?
Há de vários tipos. Há, de facto, actividades mais ligadas à natureza, que nos põem em contacto com a natureza, com Deus, que nos rodeia naquilo que nos encontramos de tão belo neste mundo, e há um conjunto de actividades mais viradas para o despertar de uma consciência social, com a realização de diversas oficinas, workshops, e alguns trabalhos de apoio às comunidades onde os jovens vão estar inseridos, porque eles não estarão sempre em campo. Depois, obviamente, há um conjunto de actividades mais lúdicas, quer náuticas quer de caminhada, que vão ajudar os jovens a divertir-se, porque isso é importante, e a criarem laços uns com os outros.
O Acanac vai decorrer no campo escutista de Idanha-a-Nova, que por estes dias se transforma numa verdadeira “cidade dos escuteiros”. Quantos são os participantes?
São 22 mil participantes, entre jovens e adultos, e vêm de todas as regiões, das 20 dioceses do nosso país, mas também temos quase 200 participantes de 13 países que nos visitam.
Este é um movimento que se baseia no voluntariado adulto. Quantos são os chefes e dirigentes que vão estar na Idanha ao serviço, tornando tudo isto possível?
Temos cerca de três mil dirigentes em serviço, uma parte grande dos quais são os adultos que acompanham directamente no dia a dia os nossos jovens, são os seus chefes, participam com eles nas actividades. Depois, temos mil e poucos adultos que, sendo dirigentes nos seus locais de origem, se voluntariaram para ajudar a que o acampamento funcione nas áreas mais variadas, que vão desde a segurança aos abastecimentos, à animação de oficinas e “workshops”. Nada disso se consegue fazer sem o apoio de todos estes voluntários.
Estes números mostram que o movimento escutista está de boa saúde? Os jovens e as suas famílias continuam a apostar no escutismo católico?
Continuam. Este será de longe o maior acampamento escutista em Portugal alguma vez realizado. Aliás, se nós somássemos todos os dias da actividade e assumíssemos que temos 22 mil escuteiros por dia, é a maior actividade escutista de sempre, independentemente de ser um acampamento, ou não. E isto demonstra, de facto, uma adesão muito interessante que nos deixa a todos muitos felizes, uma adesão dos jovens e das crianças a este nosso modo de estar, a esta forma de tentarmos crescer com base num método (pedagógico) que há mais de 100 anos tem mostrado ser eficaz.

O Presidente da República foi convidado. Por que é tão importante que Marcelo Rebelo de Sousa vá à abertura deste evento?
É importante a dois níveis, primeiro, nós gostamos que o nosso Presidente esteja com os jovens e comungue desta alegria contagiante que eles têm, que se deixe contagiar por esta forma de estar e esta alegria de viver e estar em conjunto uns com os outros. Depois, também será uma forma de os voluntários se sentirem de alguma maneira reconhecidos pela visita tão ilustre do nosso Presidente, que alegrará também o ambiente e todas as pessoas que lá estão.